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São Paulo

Botão do pânico e registro de ocorrência: como funciona o app SP Mulher Segura

Redação - Cidade Repórter
Última atualização: 14 de julho de 2026 14h31
Redação - Cidade Repórter
Published: 14 de julho de 2026
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O aplicativo SP Mulher Segura reúne, em uma única plataforma, serviços voltados ao atendimento de mulheres em situação de violência doméstica ou familiar no estado de São Paulo. Pela ferramenta, é possível registrar boletim de ocorrência, solicitar medida protetiva de urgência, localizar unidades de atendimento e, em casos específicos, acionar o botão do pânico em situações de risco.

Disponível gratuitamente para celulares com sistemas Android e iOS, o acesso ao aplicativo é feito por meio da conta gov.br. Após o login, a orientação é que a usuária verifique e mantenha atualizados dados como telefone, e-mail, CPF e endereço, além de autorizar o uso da localização do aparelho para acessar funcionalidades baseadas em georreferenciamento.

Entre os principais recursos está o registro de boletim de ocorrência, que pode ser feito diretamente pelo celular, a qualquer hora do dia. A usuária deve preencher informações para identificação, descrever o fato e indicar as circunstâncias da violência. Após o envio, o registro recebe um número e é encaminhado para análise da Polícia Civil. Durante o preenchimento, também é possível solicitar medida protetiva, que será avaliada e posteriormente encaminhada ao Poder Judiciário.

O aplicativo também conta com o chamado botão do pânico, disponível exclusivamente para mulheres que já possuem medida protetiva vigente. Ao ser acionado, o sistema gera uma ocorrência no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e compartilha a localização do celular para viabilizar o envio de uma equipe policial. Em casos em que o agressor utiliza tornozeleira eletrônica, o sistema pode cruzar dados de localização, conforme determinação judicial.

Desde maio de 2026, a plataforma passou a contar com novas funcionalidades. Uma delas é o cadastro de contato de emergência, permitindo que a usuária indique uma pessoa de confiança para integrar sua rede de apoio. Esse contato pode ser acionado posteriormente para auxiliar no acolhimento da vítima após uma ocorrência.

Outra novidade é o mapa integrado da rede de proteção, que mostra serviços próximos à usuária, como Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), delegacias territoriais, batalhões da Polícia Militar e unidades do Instituto Médico Legal (IML). Com a localização ativada, o sistema indica os equipamentos mais próximos e disponibiliza informações de contato.

O aplicativo também direciona para canais de orientação e acolhimento, incluindo serviços da Defensoria Pública, Ministério Público e iniciativas de apoio às vítimas, oferecendo suporte jurídico, psicológico e social conforme a disponibilidade regional.

Apesar das funcionalidades digitais, autoridades reforçam que, em situações de emergência ou violência em andamento, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Já o número 180, da Central de Atendimento à Mulher, oferece orientações, informações sobre direitos e encaminhamento de denúncias, mas não substitui o atendimento emergencial.

Além do aplicativo, o estado de São Paulo conta com 142 Delegacias de Defesa da Mulher, sendo 18 com funcionamento 24 horas, além de delegacias territoriais e unidades com salas especializadas. O registro de ocorrências também pode ser feito pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil, disponível de forma contínua.

Redação - Cidade Repórter

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