O Sistema Cantareira entrou nesta quarta-feira (1º) em estado de alerta após registrar nova redução no volume de água armazenada, acendendo atenção para o período de estiagem na Grande São Paulo.
De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a SP Águas, o manancial — principal responsável pelo abastecimento da região metropolitana — opera agora com 39,87% da capacidade útil. O índice representa queda em relação ao mês anterior, quando o nível era de 40,52% no fim de maio.
Na comparação anual, a redução é ainda mais expressiva: em junho de 2025, o sistema operava com 47,33% do volume, o que indica um recuo de 18,7% em 2026. A diminuição é considerada esperada para este período do ano, marcado pela estiagem.
Com o novo patamar, o manancial passa a integrar a faixa operacional 3, considerada de alerta, dentro das regras de gestão do sistema. Nessa condição, a Sabesp está autorizada a captar até 27 metros cúbicos de água por segundo (m³/s). Também é possível reforçar o abastecimento por meio de transferência de água do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari, localizado na bacia do Rio Paraíba do Sul.
Sistema Cantareira
Caso o nível permaneça nessa faixa por sete dias consecutivos, pode ser adotada a Gestão de Demanda Noturna (GDN), que prevê a redução da pressão da rede de distribuição durante até 10 horas em horários de menor consumo. Até o momento, essa medida ainda não foi acionada.
Em comunicado, a ANA e a SP Águas reforçaram a importância do uso consciente da água e da adoção de práticas de economia por parte da população, especialmente durante o período seco, quando a demanda tende a aumentar e os reservatórios ficam mais vulneráveis.



