O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo aprovou, nesta segunda-feira (10), o estado de greve dos trabalhadores da Linha 10-Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A decisão foi tomada durante assembleia da categoria.
Apesar da medida, a Linha 10-Turquesa continua funcionando e, até o momento, não há paralisação anunciada. O estado de greve funciona como um alerta formal e indica que os trabalhadores podem recorrer à suspensão das atividades caso as negociações não avancem.
A Linha 10 é responsável por uma importante ligação ferroviária entre a capital e o Grande ABC, passando por cidades como São Caetano do Sul, Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
Trabalhadores cobram garantias
Durante a assembleia, os ferroviários discutiram principalmente garantias relacionadas à manutenção dos empregos, salários e condições para a realocação dos funcionários diante das mudanças promovidas na malha ferroviária metropolitana.
Segundo o sindicato, um projeto de lei apresentado pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) prevê a possibilidade de absorção de trabalhadores das linhas envolvidas no processo de concessão. A entidade, porém, afirma que ainda faltam definições sobre como esse processo será realizado.
Entre os pontos questionados estão os salários que serão pagos, os locais onde os funcionários passarão a trabalhar e os critérios que serão adotados para eventuais transferências e realocações.
A proposta tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e foi apresentada em meio às discussões envolvendo os trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Linha 10 permanece sob gestão da CPTM
A Linha 10-Turquesa tornou-se a única linha de trens metropolitanos que permanece sob administração direta da CPTM após o avanço das concessões ferroviárias promovidas pelo governo estadual.
As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foram concedidas à iniciativa privada. No entanto, problemas registrados no início da nova operação levaram a CPTM a reassumir temporariamente a circulação dos trens nesses trechos, pelo período estabelecido pelo governo.
Diante desse cenário, o sindicato afirma que busca garantias mais claras para os funcionários afetados pelas mudanças e cobra alterações no texto que tramita na Alesp.
A entidade informou que deve divulgar um comunicado detalhando os motivos que levaram à aprovação do estado de greve.
Procurada, a CPTM informou, em nota, que mantém aberto o diálogo com os representantes dos trabalhadores.
Por enquanto, portanto, os passageiros da Linha 10-Turquesa não são afetados pela decisão, já que a aprovação do estado de greve não significa o início imediato de uma paralisação.



