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Saúde amplia vacina da Covid para crianças de 6 meses a 4 anos

Nota técnica divulgada nesta terça (27) recomenda imunização para frear infecções; Ministério também propõe restringir Janssen e AstraZeneca para maiores de 40 anos

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O Ministério da Saúde publicou nesta terça (27) uma recomendação para ampliar a vacina contra Covid para todas as crianças de seis meses de idade até quatro anos.

A vacina pediátrica produzida pela Pfizer era antes restrita às crianças nessa faixa etária com comorbidades. No caso dos menores sem comorbidades, alguns podiam ser vacinados por meio da xepa da vacina (as doses que restavam nos frascos após abertos e que não podiam ser guardadas para o dia seguinte).

Na Nota Técnica n° 399 de 2022, o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI), entendeu que a incidência de Covid na população menor de 5 anos de idade hoje é maior do que nas faixas etárias mais elevadas, e que nos bebês com menos de um ano a incidência de mortalidade chega a ser até oito vezes maior do que nos adolescentes de 15 a 19 anos.

“Considerando que a vacinação de crianças de 6 meses a 4 anos contra a Covid poderá evitar infecções pelo Sars-CoV-2, hospitalizações, Srag [síndrome respiratória aguda grave] e óbitos, além de complicações como a SIM-P e pós-Covid […] a Coordenação Geral do Programa de Imunizações recomenda a vacinação de todas as crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses 29 dias de idade com o imunizante Pfizer/BioNTech”, diz a nota.

De acordo com a pasta, para seguir uma ordem na aplicação e na compra e distribuição de doses as unidades de saúde devem seguir um escalonamento na aplicação, conforme a seguir: crianças com comorbidades (fase atual) de todas as idades; crianças sem comorbidades, iniciando com as de seis meses a menos de um ano de idade; de 1 a 2 anos; de três anos; e finalizando com crianças de 4 anos.

 

O Ministério reforça ainda que crianças de 3 e 4 anos de idade que iniciaram o esquema de vacinação com a Coronavac devem finalizar o esquema primário com a mesma, seguindo o intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda dose.

A nota ainda reforça a eficácia e segurança da vacina, conforme dados de ensaios clínicos e da aplicação do imunizante em diversos países, e afirma que “a ampliação da vacinação para esta faixa etária possibilitará maior segurança aos pais cujas crianças frequentam berçários, escolas e ambientes externos”.