A tarifa de água e esgoto cobrada dos consumidores atendidos pela Sabesp em São Paulo sofreu reajuste a partir desta quinta-feira (1º). O aumento é de 6,1106% e alcança 371 municípios do estado, incluindo a capital paulista. Trata-se do primeiro reajuste aplicado após a privatização da companhia.
O percentual foi definido pela Sabesp e aprovado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) em dezembro. De acordo com o órgão regulador, a correção tem como objetivo apenas recompor a inflação do período, sem acréscimo real nas tarifas.
O cálculo considerou a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, referente a um intervalo de 16 meses. Esse período vai de julho de 2024, quando ocorreu a desestatização da empresa, até outubro de 2025, último índice disponível no momento da análise.
Com o novo modelo regulatório, os reajustes tarifários passarão a ocorrer anualmente, sempre com base na inflação acumulada em 12 meses.
Após a atualização, a tarifa de referência estabelecida para 2026 passou a ser de R$ 6,76 por metro cúbico (m³). Segundo a Arsesp, o índice autorizado ficou aproximadamente 15% abaixo do valor que seria aplicado caso a Sabesp ainda estivesse sob controle estatal.
Na prática, para consumidores residenciais com consumo mensal entre 11 m³ e 20 m³, o preço do metro cúbico subiu de R$ 6,01 para R$ 6,40.
O reajuste é aplicado automaticamente a todos os contratos vigentes nos municípios paulistas onde a Sabesp é responsável pelos serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto. O governo do estado afirma que a correção segue as regras definidas no novo marco regulatório após a privatização da empresa.





