Na manhã de sábado (10), um motorista encontrou uma onça-parda morta no acostamento da Avenida Senador José Ermírio de Moraes, no Tremembé, Zona Norte de São Paulo. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) indicou que a provável causa da morte foi atropelamento.
O corpo do animal foi localizado a aproximadamente 1,5 km do Mirante da Pedra Grande, ponto turístico da Serra da Cantareira. Equipes do Parque Estadual da Cantareira realizaram o resgate no dia seguinte e encaminharam o felino ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) para necropsia, conforme informou a Fundação Florestal.
O parque, que protege trechos de Mata Atlântica nos municípios de São Paulo, Guarulhos, Mairiporã e Caieiras, conta com monitoramento por câmeras automáticas, conhecidas como “camera traps”, mas não faz rastreamento individual dos animais. “Este é o habitat natural deles; somos nós, humanos, que estamos invadindo o espaço deles”, destacou a Semil.
A via onde ocorreu o atropelamento faz parte da Estrada da Roseira, popularmente chamada de “curva da morte” por registrar acidentes frequentes, especialmente envolvendo caminhões que desrespeitam a restrição de tráfego para veículos pesados.
As onças-pardas são o segundo maior felino das Américas e estão próximas da categoria de ameaça de extinção, segundo o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), do ICMBio. O maior risco à espécie continua sendo a ação humana, incluindo a construção de estradas e o tráfego em alta velocidade em áreas naturais.
A Semil orienta que, diante de acidentes envolvendo animais silvestres, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros, a Guarda Civil Municipal ou autoridades competentes.





