A Polícia Civil de Jundiaí informou, em atualização divulgada nesta quinta-feira (9), que não foram encontrados sinais de violência no corpo de Melissa Felippe Martins Santos, de 17 anos. A jovem estava desaparecida desde o dia 28 de março e foi encontrada morta nesta quarta-feira (8) em uma área de mata no bairro Eloy Chaves. A principal hipótese investigada é de ingestão de medicamentos.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, José Ricardo Marchetti, os indícios apontam que a adolescente teria ingerido uma grande quantidade de substâncias, o que pode ter causado a morte. Exames laboratoriais ainda estão em andamento para confirmar a causa.
Melissa foi vista pela última vez após sair de um curso pré-vestibular, na manhã do desaparecimento. Imagens de câmeras de segurança mostram que ela deixou o local por volta das 7h40, mais cedo que o habitual, após relatar que não se sentia bem. Em seguida, foi até o Jardim Botânico da cidade, onde encontrou um amigo e permaneceu até aproximadamente o meio-dia.
Depois disso, a jovem seguiu sozinha. Registros do cartão de transporte indicam que ela passou pelo Terminal Eloy Chaves e embarcou em um ônibus intermunicipal. Testemunhas relataram que Melissa aparentava desorientação e perguntava como chegar até Itupeva.
As investigações apontam que, ainda naquele dia, a adolescente deixou um caderno em uma unidade do Sesc, onde foi encontrada uma carta direcionada à família. O conteúdo não foi divulgado. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que as ações tenham sido premeditadas.
Na sequência, a jovem solicitou um carro por aplicativo até a região da Fazenda Ermida, onde ocorreria uma missa no período da tarde. Ao ser impedida de entrar no local, ela teria seguido a pé e acessado uma área de mata fechada após pular uma cerca. O celular foi desligado nesse ponto, sendo este o último sinal registrado.
As buscas foram intensificadas nos últimos dias, com apoio de cães farejadores, que confirmaram a passagem da adolescente pela região. O corpo foi localizado por um funcionário da fazenda em uma área de difícil acesso e identificado por meio das roupas e objetos pessoais.
A Polícia Civil também apura que a jovem enfrentava um quadro depressivo e já havia apresentado episódios anteriores de vulnerabilidade emocional. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, que continua analisando imagens e colhendo depoimentos para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.





