O Sindicato dos Metroviários de São Paulo anunciou a possibilidade de uma paralisação de 24 horas na próxima quarta-feira (13). A decisão final, no entanto, será tomada em assembleia geral marcada para a noite de terça-feira (12), na sede da entidade, localizada no bairro do Belém, na zona leste da capital.
Se aprovada, a greve terá início à meia-noite e deve impactar diretamente o funcionamento das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, que são operadas pelo Metrô. Já as linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 17-Ouro devem seguir normalmente, por estarem sob gestão de concessionárias privadas.
A mobilização ocorre em meio a reivindicações da categoria, que cobra principalmente a realização de concurso público para recompor o quadro de funcionários. Segundo o sindicato, houve uma redução significativa no número de trabalhadores nos últimos anos, enquanto a demanda de passageiros aumentou.
De acordo com a diretora de Imprensa da entidade, Camila Lisboa, o Metrô conta atualmente com 5.663 empregados em áreas como operação, manutenção, atendimento e segurança — cerca de metade do efetivo existente há uma década. Ela afirma que essa diminuição tem gerado sobrecarga e contribuído para o aumento de afastamentos por problemas de saúde.
Mesmo diante desse cenário, a avaliação dos usuários permanece positiva. Uma pesquisa realizada em 2025 apontou que 76,3% dos passageiros consideram o serviço bom ou muito bom — resultado que, segundo a dirigente, reflete o esforço adicional dos trabalhadores.
Além da contratação de novos profissionais, a categoria também reivindica melhorias no plano de saúde, igualdade salarial entre funções equivalentes e a retomada das negociações sobre o pagamento da Participação nos Resultados (PR). O sindicato afirma que não houve avanços nas conversas recentes com a direção do Metrô e o governo estadual.
A entidade destaca ainda que a paralisação pode ser cancelada caso haja abertura de diálogo por parte da gestão. Até o momento, o Metrô de São Paulo não apresentou um plano de contingência nem detalhou como deve operar em caso de greve.





