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Famílias ainda esperam por moradias definitivas após tragédia em Franco da Rocha

Um ano após 18 pessoas morrerem durante chuvas em Franco da Rocha, famílias aguardam moradias definitivas
97leituras

Perto de completar um ano das enchentes e deslizamentos que mataram 18 pessoas durante as chuvas que atingiram Franco da Rocha, muitas famílias desabrigadas e desalojadas à época ainda esperam por moradias definitivas.

A população da cidade sofreu com inundações e deslocamentos de terras entre os dias 29 e 30 de janeiro de 2022.

A prefeitura de Franco da Rocha não informou quantas pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas por causa das chuvas do ano passado.

Atualmente, segundo a administração pública, 500 famílias pediram isenção do pagamento de impostos municipais por causa dos prejuízos que tiveram.

A prefeitura da cidade informou que a obra para conter novos deslizamentos, por exemplo, ficará pronta somente em abril, após o período de novas chuvas.

“Acredito que foi uma atitude correta, não podia esperar para ver o que fosse acontecer, mas de lá pra cá já se passou um ano e a gente não consegue voltar pra casa”, falou o barbeiro João Paulo de Oliveira, que foi obrigado a deixar o prédio onde morava em Franco da Rocha.

O edifício, onde moravam outras 15 famílias, foi interditado pela Defesa Civil depois que a chuva atingiu a cidade em 2022. Uma erosão apareceu nos fundos do condomínio colocando em risco toda a estrutura do local.

Desde então os moradores passaram a receber auxílio aluguel da Caixa Econômica Federal. Segundo o banco, o prédio só será liberado após nova vistoria da Defesa Civil, que garanta que o local não ofereça mais riscos.

O cenário de destruição causado pelas chuvas do ano passado ainda persiste em Franco da Rocha. São montes de terra e entulho perto dos barrancos que deslizaram na cidade, deixando mortos.

Para a prevenção de novos deslizamentos, a prefeitura investiu R$ 8 milhões em uma obra de contenção na rua São Carlos, no Parque Paulista, em parceria com a Defesa Civil Estadual. E outras 12 obras de contenção, estimadas em R$ 6 milhões, que serão realizadas em parceria com o governo federal.

“A única coisa que eu consegui salvar foi algumas roupas, a televisão e os documentos, mais nada. O resto tudo caiu”, disse o árbitro de futebol José Paulo de Lima, que sobreviveu a um dos deslizamentos de terra que derrubaram diversos imóveis. Atualmente ele recebe um auxílio moradia da prefeitura.