Um empresário foi preso em flagrante por furto de energia elétrica na última terça-feira (9), em Franco da Rocha, durante uma operação da Neoenergia Elektro em conjunto com a Polícia Civil. Segundo a concessionária, este é o quarto caso de prisão pelo crime registrado no município somente em 2026.
A fiscalização ocorreu em uma fábrica de itens metálicos localizada no bairro Vila Josefina. Durante a vistoria, técnicos da distribuidora identificaram uma ligação clandestina utilizada para abastecer o estabelecimento de forma irregular.
De acordo com estimativas da Neoenergia Elektro, o volume de energia desviado ultrapassa 580 MWh — quantidade suficiente para abastecer aproximadamente 3.250 residências durante um mês, beneficiando mais de 10 mil pessoas.
O gerente da concessionária, Ricardo Becker, afirmou que as operações de combate às fraudes vêm sendo intensificadas e alertou para os riscos causados pelas ligações ilegais.
“O combate ao furto de energia é permanente. Além de ser crime, esse tipo de prática coloca em risco a população e compromete a segurança do sistema elétrico”, destacou.
Ainda segundo a distribuidora, entre janeiro e maio deste ano, a energia recuperada em operações contra fraudes seria suficiente para abastecer cerca de 26 mil residências por 30 dias.
A Neoenergia Elektro também relembrou outro caso recente registrado no litoral paulista. Em 27 de maio, um homem foi preso em Bertioga após equipes identificarem adulterações nos sistemas de medição de dois supermercados e duas adegas no Balneário Mogiano. Conforme a empresa, o volume de energia desviado nos quatro estabelecimentos poderia abastecer aproximadamente 5.350 residências por um mês.
Neste ano, operações semelhantes realizadas em cidades como Santa Cruz das Palmeiras, Tambaú, Porto Ferreira e a própria Franco da Rocha identificaram irregularidades em diversos estabelecimentos comerciais, entre eles supermercados, padarias, bares, pizzarias, adegas e postos de combustíveis. Em uma das ações, cinco pessoas foram presas em flagrante após o desvio de cerca de 470 MWh de energia.
A concessionária informou que ampliou os investimentos em tecnologia, inteligência e monitoramento para identificar fraudes nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Além das análises técnicas, equipes especializadas realizam fiscalizações frequentes para combater irregularidades e prevenir acidentes provocados por ligações clandestinas.
O furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal. Dependendo da fraude identificada, a pena pode chegar a oito anos de prisão.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais da Neoenergia Elektro.





