A Polícia Civil foi acionada para investigar ameaças direcionadas a estudantes de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) formalizou um boletim de ocorrência em defesa dos universitários, que relataram intimidações devido a um protesto político convocado para a Praça Afonso Arinos, no centro de Belo Horizonte.
Mensagens com incitação à violência em grupos virtuais
De acordo com a denúncia, os alunos obtiveram acesso a gravações de áudio e mensagens de texto compartilhadas nos grupos intitulados “UFMG com Flávio Bolsonaro” e “UFMG contra Lula”. Nos diálogos, atribuídos a um influenciador conservador, participantes planejavam furtar, roubar e agredir fisicamente os manifestantes que comparecerem ao local.
Além das agressões corporais, os conteúdos interceptados levantavam a possibilidade de depredação de estruturas públicas, em especial instalações vinculadas à própria universidade.
Ao justificar a formalização da queixa, Rogério Correia criticou a postura dos envolvidos e cobrou providências imediatas das autoridades:
“Esse é mais um exemplo de como essa extrema direita encara a disputa política: com desrespeito, violência e incitação de ódio. Não podemos esperar que atos terroristas aconteçam para agirmos. O direito à manifestação política e democrática precisa ser respeitado. É fundamental que os fatos sejam investigados e que sejam garantidas condições de segurança para todos que participarão do ato”, afirmou o deputado petista.
Tensão no ambiente universitário nacional
O clima de apreensão na capital mineira coincide com ocorrências graves registradas em outras instituições de ensino superior pelo país. Na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), três incêndios foram contabilizados em um período de apenas oito dias.
Investigação federal e prejuízos
Os sinistros na instituição pernambucana comprometeram projetos de pesquisa acadêmica e geraram um prejuízo calculado em aproximadamente R$ 100 milhões, segundo estimativas do reitor Alfredo Gomes. Diante da gravidade dos episódios, a Polícia Federal instaurou inquérito para averiguar as origens do fogo e apurar eventuais responsabilidades criminais.
Fonte: Metropoles



