Cerca de 4,5 mil trabalhadores dispensados após o fechamento de 298 unidades das Casas Bahia continuam sem receber os valores devidos, aguardando o desfecho das negociações trabalhistas.
O impasse nas negociações e a divisão sindical
O atraso ocorre porque a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), que representa 65,6% dos funcionários desligados, ainda não se manifestou sobre a proposta apresentada. Outros 13,3% são representados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT) e 20,1% por demais confederações.
A Contracs/CUT já declarou apoio à proposta formulada pelo Grupo Casas Bahia em agosto, logo após a empresa oficializar seu pedido de recuperação judicial. Contudo, o acerto permanece bloqueado para a maioria dos ex-funcionários devido ao silêncio da CNTC, mesmo sendo ela a entidade autora da ação na Justiça trabalhista.
Detalhes da proposta em discussão
A formalização dos termos ocorreu em uma audiência de mediação realizada em Brasília, com a presença das entidades sindicais e do Ministério Público do Trabalho (MPT). A expectativa era de que uma resposta coletiva fosse entregue para viabilizar o início dos repasses.
O que prevê o acordo judicial
O plano apresentado às entidades contempla a quitação total das verbas rescisórias, o pagamento da multa estabelecida pelo artigo 477 da CLT e o acréscimo de uma quantia indenizatória por dano moral.
As tratativas começaram no final de agosto, deixando os trabalhadores demitidos na expectativa por uma solução financeira. Até o momento, não há cronograma oficial estabelecido para a finalização dos pagamentos. As tentativas de contato com a CNTC não obtiveram sucesso, mantendo o espaço aberto para um futuro posicionamento da instituição.
Fonte: Metropoles




