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Conta de luz continua com bandeira vermelha mais cara em setembro

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A conta de luz vai continuar pesando no bolso dos brasileiros em setembro. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta sexta-feira (27) que a bandeira tarifária continuará sendo a vermelha patamar 2, com custo adicional de R$ 9,49 a cada 100 kWh (quilowatts-hora).

A tarifa da bandeira vermelha no segundo patamar foi reajustada em julho. Até então, a cobrança adicional era de R$ 6,24.

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O encarecimento acontece por causa da seca histórica que atinge o país. Com isso, é necessário acionar as usinas térmicas para garantir o abastecimento. No entanto, esta modalidade de geração de energia é mais cara e é cobrada do consumidor.

A bandeira da luz deve ter um novo reajuste por causa das condições de seca no país. Segundo a Aneel, o percentual está sendo estudado e deverá ser anunciado ainda neste mês, mas não há data prevista para o anúncio do reajuste.

Para os moradores da região metropolitana de São Paulo, a conta de luz está ainda mais cara, uma vez que a Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia, aplicou reajuste de 11,58% nas tarifas do mês de julho.

Entenda como funciona cada uma das bandeiras tarifárias

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias indica se haverá ou não acréscimo no valor da energia para o consumidor final.

Bandeira verde

Significa que as condições de geração de energia elétrica estão favoráveis, portanto, não há acréscimo.

Bandeira amarela

As condições para geração de energia estão menos favoráveis, mas ainda não estão críticas. O acréscimo é de R$ 1,87 a cada 100 kWh consumidos.

Bandeira vermelha patamar 1

Indica que as condições para geração de energia estão mais custosas. O incremento é de R$ 3,97 a cada 100 kWh.

Bandeira vermelha patamar 2

Acionada quando as condições para geração de energia elétrica estão críticas e ainda mais caras. A tarifa aumenta R$ 9,49 a cada 100 kWh.

Plano de racionamento

Na segunda-feira (23), o governo federal definiu as regras para início do programa de racionamento destinado a grandes consumidores, como as indústrias. Para que o plano seja implementado, a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) precisa publicar suas diretrizes.

Já na última quarta-feira (25), o governo federal anunciou que também pode adotar plano para incentivar a economia de energia por parte do consumidor residencial. A ideia é conceder desconto aos clientes que diminuírem o consumo. Embora seja esperado para setembro, não há prazo para início do programa.