Após atrair cerca de sete mil pessoas na abertura da temporada 2026, em Itapevi, o Circuito Hip Hop pelas Comunidades realizou sua segunda etapa no último sábado (25), em Francisco Morato. O evento aconteceu no Centro Social Urbano (CSU), reunindo público ao longo do dia com uma programação voltada à valorização da cultura periférica e ao fortalecimento do hip hop.
Com início às 9h, a programação contou com campeonato de skate, seguido, a partir das 14h30, por batalhas de rima, apresentações de breaking, graffiti e shows musicais. Subiram ao palco nomes como DBS Gordão Chefe, Sandro RZO, Phantom, Raffa Moreira, Clônico Mendes e RPW, reunindo diferentes gerações do movimento.
Idealizado pela produtora executiva Patty Manauara, presidente da Associação C.W Pequeno Big Cultural, e pelo rapper DBS Gordão Chefe, o Circuito é realizado em parceria com o Ministério da Cultura, com apoio da Prefeitura de Francisco Morato e da Secretaria Municipal de Cultura. A iniciativa também conta com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Carlos Zarattini.
Criado em Carapicuíba, o projeto vem se expandindo para outras cidades paulistas, consolidando-se como um movimento de valorização da cultura das periferias. Segundo os organizadores, a proposta vai além do entretenimento, buscando democratizar o acesso a atividades culturais e promover inclusão social.
A edição de Francisco Morato seguiu o modelo da abertura em Itapevi, que superou as expectativas de público e estrutura. Além das apresentações artísticas, o evento contou com praça de alimentação, acessibilidade em Libras, espaços reservados para pessoas com deficiência e participação de coletivos locais, incluindo artistas da cena feminina e representantes da diversidade.
De acordo com a organização, o Circuito tem como objetivo levar atividades culturais para territórios com menor acesso a equipamentos públicos, fortalecendo o sentimento de pertencimento nas comunidades. A iniciativa também busca conectar artistas, coletivos e políticas públicas por meio da cultura urbana.
Com entrada gratuita, o evento reforçou o papel do hip hop como ferramenta de transformação social, promovendo arte, inclusão e oportunidades nas periferias.



