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Ataques e roubos a funcionários e seguranças da CPTM continuam em Francisco Morato

Ações criminosas são realizadas próximo ao pátio de trens na região. Ultimo roubo envolveu uma quadrilha armada inclusive com metralhadora.

1.55Kleituras

Um grupo criminoso que mora próximo da estação de Francisco Morato da Linha 7-Rubi da CPTM, segue desde o início do ano atacando funcionários da empresa na região, em especial os seguranças da empresa terceirizada contratada. Assaltos, ameaças de morte e agressões vem se tornando rotina na região.

Sem um motivo oficialmente declarado, é de conhecimento tanto da companhia, como da Prefeitura de Francisco Morato que o fechamento de uma PN (Passagem em Nível) perto da antiga estação provisória foi a causa que “motivou” os marginais a agir contra os trabalhadores da empresa na região.

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O ultimo caso aconteceu em 19 de abril, semana passada durante a madrugada. Na ocasião, oito homens armados, um deles com uma metralhadora, renderam dois vigilantes da empresa contratada e um porteiro (funcionário da CPTM) para roubar fios de cobre e os objetos pessoais das vítimas. Os criminosos amarraram, amordaçaram e bateram nos trabalhadores durante o roubo.

Em outras “oportunidades” os bandidos roubam celulares, fazem ameaças e tentam intimidar, além de chegarem ao ponto de tentar descarrilar um trem na região.

No episódio do trem, também durante a noite, um dormente foi colocado nos trilhos e só não houve um acidente grave porque o maquinista notou a presença do objeto obstruindo a passagem e parando pouco antes de se chocar com o dormente, um grande pedaço de madeira.

Não muito distante desta região, próximo ao túnel de Botujuru uma verdadeira boca de fumo com usuários de drogas e traficantes funciona ali, sempre com pessoas transitando pela via e as vezes acontecendo casos de furtos de cabos de sinalização ou energia, o que certamente prejudica o atendimento pelo serviço de trens e aumenta o risco de mortes no local.

Em ambos os locais são na maioria das vezes designados para ir ao local somente os seguranças da empresa contratada, que em menor número e desarmados, nada podem fazer para impedir ações deste tipo.

O uso dos AS (Agentes de Segurança da CPTM) conhecido como PFs ou Policiais Ferroviários e da própria Polícia Militar por meio do programa DEJEM, realizado nas estações não é feito. No caso dos Policiais Ferroviários eles acabam por empurrar o seu trabalho para estes vigilantes, ameaçando punir quem se recusar a ir nestes locais com descontos de salário (dia na folha de pagamento) por “falta” e até de demissão. Inclusive isto aconteceu com os vigilantes roubados e agredidos no dia 19.

Ainda é de lembrança de muitos o episódio que aconteceu em 3 de janeiro, quando um trem foi apedrejado, dois carros queimados e fogo colocado nos trilhos, interrompendo o atendimento por pelo menos quatro horas. O motivo na época já era o fechamento da PN perto da subestação de energia elétrica.

Quando houve o fechamento da passagem,  a CPTM através de nota disse sobre a passagem de nível, que ela foi fechada para maior segurança de pedestres, funcionários e Passageiro da companhia, o que de fato é verdade, pois a cerca de 100 metros tem a passarela do terminal que da acesso ao outro lado.

“A passagem de nível foi desativada em 28/12 para oferecer mais segurança aos pedestres, passageiros e colaboradores da companhia. A travessia para o outro lado da via se dá pela passarela da Prefeitura, mais segura, que funciona 24 horas e é totalmente acessível – com elevadores e escadas rolantes.”

 

Matéria: Diário dos Trilhos