As forças de segurança do Estado de São Paulo realizaram, no sábado (27), uma operação de fiscalização voltada a práticas de esportes de aventura com saltos em altura, como rope jump e bungee jump. A ação ocorreu de forma simultânea em 11 pontos previamente mapeados, incluindo o município de Mairiporã, com o objetivo de orientar participantes, verificar condições de segurança e checar a regularidade das empresas responsáveis pelas atividades.
A operação foi coordenada pela Polícia Militar e contou com apoio de fiscais do Procon, além de órgãos municipais como Defesa Civil, Guardas Civis Municipais e secretarias de Turismo. Ao todo, 46 policiais participaram das ações, que resultaram na orientação de cerca de 20 pessoas entre praticantes e organizadores. Não houve registro de apreensões.
As equipes estiveram em locais conhecidos pela prática dessas atividades, como a Pedreira do Dib, em Mairiporã; o Viaduto Sumaré, na capital; o Parque Caminhos do Mar e o Caminho dos Pilões, em Cubatão; a Pedra do Maluf, em Guarujá; áreas de lazer e o Rio Jacaré Pepira, em Brotas; além da Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí, e pontos turísticos em Campos do Jordão, Atibaia, Botucatu e Ibaté.
Durante a fiscalização, foram avaliados aspectos como o cumprimento das normas de segurança e a situação legal das empresas que oferecem esse tipo de atividade. A iniciativa integra um conjunto de medidas discutidas em reunião realizada na Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), com participação da Defesa Civil e das secretarias estaduais de Turismo e Esportes, voltadas à prevenção de acidentes em esportes de aventura.
A intensificação das ações ocorre após a repercussão de um acidente fatal registrado em Limeira, no interior paulista, onde uma jovem de 21 anos morreu durante a prática de rope jump após ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem equipamentos de proteção adequados. O caso segue em investigação e resultou na prisão de seis pessoas.
Atualmente, o rope jump não é regulamentado no Brasil. O governo paulista estuda a criação de uma força-tarefa para reforçar a fiscalização, mapear locais de prática e aumentar o controle sobre empresas que oferecem esse tipo de atividade.



