A Polícia Civil realizou nesta quarta-feira (14) a Operação Eldorado, que resultou na prisão de 16 suspeitos e na desarticulação de uma organização criminosa especializada em roubos e receptação de correntes de ouro na região central de São Paulo.
A ação foi coordenada pela Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), vinculada à 1ª Seccional, e teve como foco um grupo que atuava principalmente nas imediações da Rua 25 de Março, Ladeira Porto Geral e Rua Boa Vista.
Do total de presos, nove foram capturados durante a operação. Outros sete já estavam detidos no sistema prisional por envolvimento em crimes semelhantes e tiveram as ordens judiciais formalmente cumpridas.
Durante as diligências, os policiais apreenderam correntes de ouro, celulares e outros materiais que serão analisados para auxiliar no avanço das investigações. A formalização dos registros das apreensões ainda está em andamento.
A operação também segue em curso para localizar outros investigados e aprofundar a apuração sobre a atuação da quadrilha.
Investigação aponta estrutura organizada do grupo
Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram em janeiro e identificaram a atuação estruturada do grupo criminoso na região central. Ao menos dez boletins de ocorrência já haviam registrado a participação dos investigados em roubos.
O delegado Ronald Quene Justiniano, titular da 1ª Cerco, destacou a complexidade da organização criminosa.
“Conseguimos desarticular uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções desde a abordagem até a receptação. A prisão dos envolvidos é essencial para interromper essa cadeia de crimes e avançar nas investigações de outros possíveis casos”, afirmou.
De acordo com a apuração, o grupo operava com divisão de tarefas bem definida. Os chamados “olheiros” identificavam vítimas usando correntes de ouro e repassavam as informações aos demais integrantes por sinais.
Em seguida, entravam em ação os “puxadores”, responsáveis por arrancar os objetos das vítimas e fugir rapidamente.
Já os integrantes conhecidos como “paredes” cercavam as vítimas para dificultar a reação, bloquear a visão de testemunhas e desorientar possíveis perseguições. Um dos líderes da quadrilha, que exercia essa função, foi preso em Santo André.
Após os roubos, os objetos eram repassados a integrantes responsáveis pela logística, que faziam o transporte do material para evitar flagrantes. Em seguida, as joias eram encaminhadas a receptadores instalados em estabelecimentos comerciais na região da Sé.
Segundo a investigação, os receptadores compravam as correntes roubadas e derretiam o ouro, dificultando a identificação da origem das peças. Ao todo, cinco integrantes desse núcleo foram presos.
Os detidos devem responder por roubo, associação criminosa, receptação e corrupção de menores.





