A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, com 39%. Em segundo lugar aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 33%. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) somam 4% cada.
O levantamento indica que a disputa segue concentrada entre os dois principais candidatos, que juntos reúnem 72% das intenções de voto no cenário estimulado.
Na comparação com a pesquisa anterior, realizada em abril, Lula oscilou de 37% para 39%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 32% para 33%. As variações ocorreram dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Caiado apresentou queda de 6% para 4%, enquanto Zema variou de 3% para 4%. Os demais candidatos aparecem com índices inferiores a 2%, enquanto 5% dos entrevistados se declaram indecisos e 10% afirmam que pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer.
A Quaest também simulou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, há empate técnico: Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 41% do senador.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Recortes do eleitorado
Os dados mostram diferenças no desempenho dos candidatos conforme o perfil do eleitor. Lula tem maior vantagem no Nordeste, onde atinge 58%, e menor no Sul, com 28%. Já Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho no Sul, com 40%, e menor no Nordeste, com 26%.
Entre os recortes por renda, Lula lidera entre eleitores com ganhos de até dois salários mínimos, enquanto Flávio Bolsonaro tem maior apoio entre os que recebem mais de cinco salários mínimos.
No recorte religioso, Lula registra maior intenção de voto entre católicos, enquanto Flávio Bolsonaro se destaca entre evangélicos.
Rejeição e decisão de voto
A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos. Lula tem 53% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 54%. Entre os demais nomes, os índices são inferiores.
Segundo o levantamento, 63% dos eleitores afirmam que já decidiram seu voto, enquanto 37% ainda podem mudar de candidato até as eleições.
Os dados reforçam um cenário de polarização consolidada e com tendência de estabilidade, ainda que dentro dos limites da margem de erro.





