Pacientes internados no Hospital CEJAM, em Franco da Rocha, relatam uma situação preocupante de superlotação e atrasos em procedimentos cirúrgicos. De acordo com relatos, alguns pacientes permanecem por semanas aguardando cirurgias essenciais, enquanto o hospital enfrenta dificuldades estruturais e de atendimento.
Um dos pacientes, Gustavo, está internado desde o dia 3 de setembro de 2025 aguardando uma cirurgia de correção de pulso. Ele afirma que, inicialmente, os ortopedistas optaram por imobilizar seu braço com gesso, mesmo sendo um caso que exigia intervenção cirúrgica. “Nesse tempo de 47 dias com o gesso, meu pulso colou torto por erro dos ortopedistas”, relatou. Ele alerta que corre risco de perder completamente os movimentos da mão caso o procedimento não seja realizado imediatamente.
O paciente também descreve condições críticas no hospital, com corredores lotados e pessoas aguardando cirurgias há mais de um mês. “Conheci um paciente com o dedo necrosado há uma semana, e ainda não receberam atendimento adequado”, afirmou.
Em nota, o Hospital Estadual Dr. Albano da Franca Rocha Sobrinho informou que é uma unidade de referência regional em urgência e emergência, contando com especialistas em ortopedia, e que prioriza casos de maior gravidade conforme protocolos médicos. A administração destacou que todos os pacientes são atendidos conforme seu quadro clínico e acompanhados por equipe multiprofissional.
O hospital também explicou que está em andamento um processo de substituição da empresa responsável pelos serviços de Ortopedia, após rescisão contratual da prestadora anterior. Para garantir a continuidade da assistência, foi firmado contrato emergencial, em vigor desde o início deste mês, com o objetivo de fortalecer o serviço e assegurar atendimento seguro e de qualidade à população.
As denúncias dos pacientes levantam preocupações sobre a agilidade e qualidade do atendimento, especialmente em casos que exigem intervenção cirúrgica rápida.





