A Prefeitura de Jundiaí (SP) confirmou nesta quarta-feira (14) o primeiro caso de raiva em morcego registrado no município em 2026. O animal infectado foi localizado na grade de escoamento de água do quintal de uma residência, sem registro de contato com moradores.
De acordo com a Vigilância em Saúde Ambiental (Visam), trata-se do primeiro caso da doença em morcegos neste ano na cidade. O animal pertence à espécie insetívora, e a ocorrência acendeu o alerta para o reforço das ações de monitoramento no bairro onde foi encontrado.
O histórico recente da doença no município inclui, em novembro do ano passado, a confirmação de um caso de raiva em um gato — o primeiro em animal doméstico em Jundiaí desde 1983. Ainda segundo a prefeitura, em 2025 foram contabilizados seis casos de raiva em morcegos e um em gato. Em 2024, o município registrou dez casos da doença, todos em morcegos.
Como medida preventiva, a Visam informou que irá intensificar as ações do Programa de Vigilância da Raiva na região, com orientações aos moradores, atividades educativas em clínicas veterinárias e ações informativas na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Medeiros.
A prefeitura orienta que, em casos de mordedura, arranhadura ou contato com a saliva de animais suspeitos, a pessoa lave imediatamente o ferimento com água corrente e sabão por, no mínimo, 15 minutos, e procure uma unidade de saúde o mais rápido possível. Todos os acidentes envolvendo cães, gatos, morcegos ou outros animais domésticos e silvestres devem ser comunicados à Vigilância Epidemiológica para acompanhamento adequado.
Ao encontrar um morcego em situações incomuns — como dentro de residências, em quintais, voando durante o dia ou caído no chão — a recomendação é entrar em contato imediatamente com a Visam pelos telefones (11) 4589-6340 ou (11) 4589-6350. Se possível, o local deve ser isolado e o animal imobilizado com cuidado, utilizando objetos como balde ou caixa, sem contato direto.
A administração municipal reforça que os morcegos são animais protegidos por lei e desempenham papel fundamental no equilíbrio ambiental, sendo crime ambiental matá-los ou agredi-los.





