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Homem foi condenado a 20 anos de prisão por matar ex-vereador em Cajamar

Johnson Queiroz de Lima Oliveira, de 51 anos, que matou ex-vereador em Cajamar foi localizado e preso em julho de 2017, em Mongaguá-SP

Assassino Johnson ; e vitima ex-vereador de Cajamar Reinaldão.
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O eletricista Johnson Queiroz de Lima Oliveira, de 51 anos, foi localizado e preso em julho de 2017, em Mongaguá, no litoral de São Paulo.

Johson Queiroz de Lima Oliveira foi condenado a 20 anos de prisão — Foto: Divulgação/Polícia Militar
Johson Queiroz de Lima Oliveira foi condenado a 20 anos de prisão — Foto: Divulgação/Polícia Militar

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão que condenou pela morte do ex-vereador de Cajamar, Reinaldo Leal de Souza, após discussão. A pena pelo homicídio qualificado – motivo fútil, mediante emprego de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima – foi fixada em 20 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

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        De acordo com os autos, os dois discutiram em um bar após o acusado chamar o político de ladrão. Pessoas que estavam no local interviram e separaram a briga, mas o réu saiu do local para buscar uma arma, voltou ao bar e disparou contra o ex-vereador. O relator da apelação, desembargador Roberto Grassi Neto, afirmou em seu voto que os depoimentos das testemunhas detalham a dinâmica dos fatos, inclusive os disparos de arma de fogo realizados pelo apelante.

“A pena imposta, como arbitrada na r. sentença de primeiro grau, não merece reparo algum, pois fixada com equilíbrio e justiça, considerando-se, com precisão, quando fixada: a reprovabilidade da prática do delito, o grau de culpabilidade; a comoção causada, com reflexos no filho menor da vítima, que presenciou a morte de seu pai, o que lhe causou grande sofrimento, com reflexo psicológico irreparável”, destacou o magistrado ao negar provimento ao apelo de diminuição da pena.

O julgamento, com decisão unânime, teve a participação dos desembargadores Alcides Malossi Junior e Andrade Sampaio.

fonte: Tribunal de Justiça de São Paulo

Entenda sobre o caso

O caso ocorreu no dia 27 de maio de 2017, por volta das 22:50 horas, na Estrada Flávio Beneducce, nº 250, divisa de Pirapora do Bom Jesus com o bairro Ponunduva, próximo onde Reinaldo morava com a esposa e o filho, em Cajamar.

Homem foi encontrado após denúncia ser recebida pela Polícia Militar — Foto: Divulgação/Polícia Militar

O ex-vereador foi morto a tiros de cartucheira disparado por Johnson, que teve sua prisão preventiva decretada. Segundo testemunhas, o motivo do crime foi uma discussão de bar.

Após o crime o autor fugiu do local, onde foi localizado e preso, no dia 13 de julho de 2017, em Mongaguá no litoral de São Paulo.

Uma denúncia que levou policiais militares à residência para onde ele se escondia.

“Fizemos patrulhamento com buscas ao suspeito, a partir das características. Nós o encontramos, mas ele tentou se evadir do local”, informou o cabo Ronaldo Gomes da Silva, responsável pela ocorrência.
Segundo o oficial, Johnson confessou o crime após ser localizado em uma residência na Avenida São João, no bairro Vila Atlântico. “Ele disse que matou o vereador e depois escondeu a arma. O crime ocorreu na frente da esposa e dos filhos do vereador”, informou o policial.

O eletricista disse aos policiais que foi acolhido na casa de parentes em Mongaguá, mas havia fugido para outras cidades do interior do estado após o crime. O homem foi levado à Delegacia Sede da cidade, onde acabou preso, já que havia uma ordem de prisão temporária contra ele. Um delegado de Cajamar se deslocou à Baixada Santista e buscou Johnson e levou ao município onde o crime ocorreu.

Trajetória política 

ex-vereador de Cajamar, Reinaldo Leal de Souza, conhecido como Reinaldão.
ex-vereador de Cajamar, Reinaldo Leal de Souza, conhecido como Reinaldão.

Reinaldão participou das últimas eleições municipais de 2012 e 2016, quando tentou retornar à Câmara. Em 2012 ele foi eleito com 619 votos.

Ele exerceu o cargo de vereador em Cajamar entre 2013 e 2016 pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Na última eleição (2016), o ex-parlamentar trocou de partido indo para o PPS (Partido Popular Socialista) mas não obteve vitória para se reeleger e ficou como suplente com 514 votos.

 

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