Um bebê de cinco meses morreu após se engasgar enquanto estava sob os cuidados de uma creche em Várzea Paulista, nesta quarta-feira (26). Segundo a Polícia Militar, o estabelecimento funcionava de forma clandestina, apresentava condições insalubres e abrigava outras sete crianças. Ninguém foi preso.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e agentes de trânsito. Antes da chegada das equipes ao endereço, um sargento da PM transmitiu orientações de primeiros socorros aos responsáveis pela criança.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as instruções foram repassadas por meio de uma videochamada com uma das responsáveis pela creche.
Os policiais chegaram ao imóvel cerca de oito minutos depois e deram continuidade ao atendimento de emergência, realizando manobras para tentar desengasgar o bebê.
Diante da gravidade do quadro, a criança foi colocada em uma viatura e levada ao Hospital Universitário de Jundiaí. Durante o trajeto, os policiais realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP).
No hospital, uma equipe médica assumiu o atendimento e prosseguiu com as tentativas de reanimação. Apesar dos esforços, o bebê não respondeu às manobras e morreu.
Creche funcionava clandestinamente
Após o atendimento, os policiais conversaram com os pais da criança, que são haitianos, e com as pessoas que estavam no imóvel. Segundo a PM, houve dificuldade de comunicação por causa da barreira linguística.
Durante a ocorrência, os agentes constataram que a creche funcionava clandestinamente. Outras sete crianças estavam no local sob os cuidados de duas mulheres.
O Conselho Tutelar foi acionado e o imóvel foi isolado para a realização da perícia. As demais crianças foram retiradas do estabelecimento e entregues aos pais.
O Conselho Tutelar informou à TV TEM que, neste momento, ainda não é possível afirmar se havia irregularidades relacionadas à quantidade de cuidadores em relação ao número de crianças ou às condições do espaço. Segundo o órgão, a proporção exigida depende do tipo de serviço prestado e da regulamentação aplicável.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte do bebê e também as condições de funcionamento do imóvel. Até o momento, ninguém foi preso.
*Com informações do G1



