Jundiaí deve ampliar significativamente a assistência a pacientes com doença renal crônica com a oferta de novas vagas para hemodiálise. A Prefeitura está em processo de formalização de contrato com o Instituto de Nefrologia de Jundiaí (INJ), que disponibilizará 34 cadeiras para o tratamento, com capacidade de atender até 204 pessoas. A medida deve beneficiar não apenas o município, mas toda a Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ).
A habilitação da clínica junto ao Ministério da Saúde foi obtida em março deste ano, e a Secretaria de Promoção da Saúde já adota as providências necessárias para o início dos atendimentos. Pelo acordo, o custeio dos pacientes será feito pelo governo federal. Além da hemodiálise, o serviço também contemplará o acompanhamento ambulatorial de pacientes com doença renal crônica em estágios avançados (4 e 5), antes da necessidade de diálise.
Segundo o secretário de Promoção da Saúde, Flávio Amorim, a iniciativa representa um avanço na estrutura da rede pública. “A contratação amplia a oferta da assistência, qualifica a linha de cuidado dos pacientes renais e fortalece a capacidade de resposta da rede pública de saúde”, afirma.
A hemodiálise é um procedimento de alta complexidade indicado quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue adequadamente, exigindo tecnologia especializada para remover toxinas e excesso de líquidos do organismo. Até então, Jundiaí contava com apenas uma clínica habilitada, que já operava no limite da capacidade.
Com a falta de vagas, muitos pacientes eram encaminhados para outras cidades, como Campo Limpo Paulista, Franco da Rocha e Bragança Paulista, o que gerava deslocamentos frequentes e desgaste físico. Além disso, a limitação impactava diretamente o sistema hospitalar local.
No Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), pacientes que já estavam clinicamente estabilizados permaneciam internados à espera de vagas para diálise, comprometendo a rotatividade de leitos. Com a ampliação da oferta, a expectativa é reduzir esse gargalo.
“As novas vagas representam um ganho importante para a rede, liberando em média 30 leitos por mês no hospital ocupados por pacientes dialíticos”, destaca o secretário.
O acesso às vagas será regulado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (SIRESP), garantindo critérios de transparência e equidade na distribuição dos atendimentos.



