A Polícia Civil de São Paulo apreendeu, nesta terça-feira (9), uma grande quantidade de produtos falsificados relacionados à Copa do Mundo de 2026 durante uma operação realizada na região central da capital paulista. Ao todo, cerca de 50 mil figurinhas, mil álbuns e 1.039 camisetas da seleção brasileira foram recolhidos por suspeita de pirataria.
A ação foi conduzida por equipes da 1ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG), ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), especializado no combate a crimes contra a propriedade industrial.
As fiscalizações ocorreram em pontos comerciais localizados na Avenida Rangel Pestana, no Brás, além das ruas Vautier e Alexandrino Pedroso, no bairro do Canindé.
Segundo a Polícia Civil, quatro pessoas foram flagradas comercializando os produtos e deverão responder por crime contra a propriedade industrial. Todo o material apreendido passará por perícia.
De acordo com os investigadores, as operações de combate à pirataria foram reforçadas por conta da aproximação da Copa do Mundo de 2026, período em que cresce a procura por itens colecionáveis e produtos ligados ao torneio.
Essa não é a primeira apreensão recente envolvendo mercadorias falsificadas da competição. No fim de maio, outra operação realizada pelo Deic já havia recolhido aproximadamente 85 mil figurinhas e álbuns irregulares, além de cerca de duas mil camisetas de seleções nacionais vendidas ilegalmente na região central da cidade. Na ocasião, cinco pessoas foram presas em flagrante.
O delegado Wagner Carrasco, responsável pela 1ª DIG, orientou os consumidores a terem atenção antes de adquirir esse tipo de produto. Entre os cuidados recomendados estão verificar a procedência da mercadoria, pesquisar a reputação do vendedor e desconfiar de preços muito abaixo do mercado.
O Procon-SP também reforçou o alerta aos consumidores. O órgão recomenda priorizar lojas confiáveis, conferir se o vendedor possui canais oficiais de atendimento e evitar negociações realizadas exclusivamente por aplicativos de mensagens. Guardar comprovantes da compra também é uma das orientações.
No caso de figurinhas, álbuns e itens colecionáveis, o órgão destaca que é essencial redobrar a atenção sobre a origem dos produtos para evitar prejuízos e a compra de materiais falsificados.




