O Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira (10) o primeiro caso de sarampo registrado em 2026 no estado de São Paulo. A paciente é uma bebê de seis meses, moradora da capital paulista, que não havia sido vacinada e possui histórico recente de viagem à Bolívia, país que enfrenta um surto da doença.
De acordo com a pasta, a criança apresentou os primeiros sintomas — febre e exantema (manchas na pele) — no dia 8 de fevereiro. Ela havia viajado para a Bolívia entre os dias 25 de dezembro de 2025 e 25 de janeiro de 2026.
O caso vinha sendo acompanhado por equipes de vigilância epidemiológica do município de São Paulo, do governo estadual e do Ministério da Saúde. A confirmação ocorreu em 4 de março, após a conclusão do sequenciamento genômico realizado por um laboratório de referência.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que a suspeita foi notificada em fevereiro e confirmada por exames laboratoriais neste mês. Diante da ocorrência, o Centro de Vigilância Epidemiológica do estado emitiu um alerta na segunda-feira (9).
Segundo o Ministério da Saúde, a Prefeitura de São Paulo já adotou as medidas previstas em situações desse tipo, como investigação epidemiológica, bloqueio vacinal, intensificação da vacinação e monitoramento das pessoas que tiveram contato com a paciente. O acompanhamento deve ocorrer por 30 dias.
Este é o primeiro caso de sarampo confirmado no estado neste ano. Em 2025, São Paulo registrou dois casos importados da doença, ambos relacionados a viagens internacionais.
Surto na Bolívia preocupa autoridades
Desde o ano passado, a Bolívia enfrenta um surto de sarampo que tem acendido o alerta das autoridades sanitárias brasileiras, especialmente nas regiões de fronteira. Até agosto de 2025, o Brasil havia registrado ao menos 22 casos importados do país vizinho, a maioria no Tocantins.
Em novembro do ano passado, o Brasil voltou a receber o certificado de país livre do sarampo, após ter perdido o status em 2019, quando houve aumento de casos associados à queda nas taxas de vacinação.
Doença altamente transmissível
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e pode se espalhar rapidamente entre pessoas não imunizadas. Por isso, autoridades de saúde reforçam que todo caso suspeito deve ser notificado imediatamente para investigação.
A Secretaria de Estado da Saúde destaca que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. A vacina tríplice viral, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra sarampo, rubéola e caxumba e é considerada segura e eficaz.
O governo estadual orienta a população a verificar a situação vacinal, principalmente antes de viagens nacionais ou internacionais. Profissionais das áreas de saúde, educação, turismo, transporte e alimentação também devem manter o esquema vacinal atualizado.





