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São Paulo registra 384 casos de sarampo de janeiro a julho

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Os números são alarmantes e chamam a atenção. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, 384 casos de sarampo foram registrados no estado de São Paulo de janeiro a 15 de julho deste ano. Desses, 272 casos estão concentrados na capital, o que representa 70% da incidência, de acordo com dados divulgados em 15 de julho pela pasta.

Por essa razão, a campanha de vacinação contra o sarampo vai prosseguir até 16 de agosto na capital paulista. O prazo é válido para as cidades que começaram a campanha na semana passada: Guarulhos, Osasco, São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul.

A meta é vacinar mais de 900 mil jovens e adultos de 19 a 29 anos nas cinco cidades que iniciaram a campanha na última semana.

Na capital, a campanha começou em 10 de junho, com o objetivo de vacinar 2,9 milhões jovens paulistanos. Até o momento, foram vacinadas cerca de 74 mil pessoas.

Em dia 20 de julho, haverá um Dia D em todas as cidades. A ação é oportunidade para que pessoas ainda não imunizadas compareçam a um posto de saúde em seu tempo livre.

A faixa etária dos 19 aos 29 anos é considerada mais vulnerável a infecções devido à menor procura pela segunda dose da vacina. Por isso, a imunização é destinada a esse público, que não precisa a presentar a carteira para tomar a vacina.

Profissionais de saúde das redes pública e privada também devem estar imunizados, considerando a possibilidade de contato com pessoas infectadas.

As gestantes e imunodeprimidos, como pessoas submetidas a tratamento de leucemia e pacientes oncológicos, não devem tomar a vacina.

Sintomas

Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal e mal estar intenso. Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. São comuns lesões muito dolorosas na boca. A doença pode ser grave, com acometimento do sistema nervoso central e pode complicar com infecções secundárias como pneumonia, podendo levar à morte. As complicações atingem mais gravemente os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.

Transmissão

A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. A doença é transmitida na fase em que a pessoa apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas.

Prevenção

A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação. Apenas os lactentes cujas mães já tiveram sarampo ou foram vacinadas possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos pela placenta, que conferem imunidade geralmente ao longo do primeiro ano de vida (o que pode interferir na resposta à vacinação). Com o reforço das estratégias de vacinação, vigilância e demais medidas de controle que vêm sendo implementadas em todo o continente americano desde o final dos anos 90, o Brasil e os demais países das Américas vêm conseguindo manter suas populações livres da doença. Atualmente, há o registro de casos importados que, se não forem adequadamente controlados, podem resultar em surtos e epidemias. Os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, principalmente, no contexto atual do risco de importação de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra sarampo e rubéola).