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Metrô, trens e ônibus de São Paulo confirmam adesão à greve do dia 14

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Em protesto contra a proposta da reforma da Previdência, sindicatos e centrais sindicais de todo o Brasil estão convocando a população para uma greve geral a partir da 0 hora da próxima sexta-feira (14) com duração prevista de 24 horas.

Trabalhadores do sistema público de transporte urbano de São Paulo confirmaram a adesão à paralisação. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) reforçou em plenária, na noite de segunda-feira (10), a participação dos trabalhadores dos sistemas rodoviário, metroviário e ferroviário de Grande São Paulo, da Baixada Santista e de outras cidades do interior do estado.

De acordo com nota da CUT, a greve é contra o projeto da reforma da Previdência e os cortes na educação do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e por mais empregos. A paralisação foi acordada por trabalhadores de sindicatos, federações e confederações do ramo de transporte filiados às centrais sindicais CUT, Força Sindical, Nova Central, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, CGTB, CSB e UGT.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que aprovou no último dia 6 a participação da categoria na greve, tem assembleia agendada para quinta-feira (13) às 18h30, para a organização do ato que acompanha a greve. O plano do sindicato é paralisar as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô de São Paulo. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás são privadas e não está confirmado se vão parar também ou não.

Os sindicatos dos ferroviários, da Sorocabana e da Central do Brasil também confirmaram paralisação no dia 14. as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade dos trens metropolitanos de São Paulo serão atingidas, assim com linhas no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Caminhoneiros

Levantamento da Fundação Perseu Abramo (FPA) aponta que 71% dos caminhoneiros são favoráveis a outra paralisação, coincidindo com a posição de parte das lideranças do setor em relação à Greve Geral convocada para 14 de junho.

A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 18 de maio, com 648 motoristas, sendo 6 mulheres. Do total de entrevistas, 49,7% foram com condutores de empresas, 42,6% autônomos, 4,7% cooperativados e 3% empregadores.

Educação

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) também confirma participação. Em nota, a entidade diz que os trabalhadores de escolas vão parar e que a orientação é convocar os comitês e realizar atos regionais. Em São Paulo, está marcado um ato estadual no Largo da Batata, zona Oeste da cidade, às 16 horas.

A Apeoesp diz que a manifestação contra a reforma da Previdência se combina com a defesa da educação e com reivindicações específicas da categoria.

Bancos 

Em assembleia lotada, na noite dessa terça-feira (11), os bancários de São Paulo decidiram aderir à greve geral contra a reforma da Previdência, por empregos, em defesa do patrimônio nacional e dos bancos públicos. O Sindicado dos Bancários de Jundiaí e Região também aderiu à greve desta sexta-feira e publicou, no dia 10 de junho, aviso a respeito da deliberação, em cumprimento da lei 7.783/89.

(Fonte: Exame)