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Mensagem com alerta de ataque do PCC que circula no WhatsApp é falsa, diz João Dória

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Circulam no WhatsApp mensagens de alerta sobre um suposto ataque do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, por retaliação contra a transferência de presídio do principal líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o governador João Doria negaram a autenticidade do “salve geral”.

O texto que está sendo compartilhado no aplicativo avisa de um “toque de recolher” às 21h deste sábado, 16, e faz ameaças de “guerra”. Também circulam pelo aplicativo áudios que citam integrantes da força policial.

A SSP emitiu nota afirmando que não há nenhum indício que comprove a iminência de ataques de organizações criminosas “contra o poder público ou seus agentes, em especial os integrantes das forças de segurança pública, como forma de retaliação a serem praticadas por indivíduos ligados aos presos recém transferidos.”

A pasta também garantiu que as medidas adotadas pelo Comando da Polícia Militar que orientam o efetivo sobre reforços ou ações de ordem operacional são preventivas e “objetivam potencializar a sensação de segurança na sociedade.”

Em coletiva nesta sexta-feira, 15, o governador Doria disse que as gravações de alerta já haviam sido identificadas pelo Estado e seriam de autoria de criminosos.

“Quero deixar muito claro: fake news. Temos um monitoramento da Polícia Militar, daPolícia Civil. São notícias falsas. Ontem (quinta-feira, 14), no Conselho de Segurança Pública, esses áudios já tinham sido identificados por nós. São improcedentes. Não há nenhum movimento”, afirmou Doria.

Marcola e mais 21 integrantes da cúpula do PCC foram transferidos da penitenciária de Presidente Venceslau (SP) para presídios federais em Mossoró (RN), Brasília e Porto Velho (RO) nesta semana. Com a movimentação, os comandos da Polícia Militar e da Polícia Civil colocaram em alerta 100 mil agentes nesta quarta-feira, 13. Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro autorizou o reforço de segurança das Forças Armadas nas cidades para as quais os criminosos foram enviados.

 

Fonte: Estadão