O aumento da gasolina e diesel, pode provocar alta nos preços de produtos.
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Não tem carro? O aumento do combustível também afeta seu bolso!

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O aumento dos impostos sobre os combustíveis anunciado nesta semana pelo governo federal pesa no bolso não só de quem precisa abastecer.

O aumento da gasolina e diesel, pressiona os custos de uma série de serviços, do frete ao transporte público, e pode provocar alta nos preços de produtos que vão de alimentos a roupas, calçados e eletrônicos.

O maior impacto indireto vem do diesel. O efeito cascata do aumento sobre o transporte de mercadorias e, por consequência, sobre o preço de produtos vendidos em supermercados, shoppings e no comércio popular, deve adicionar 0,18 ponto percentual à inflação de 2017.

Efeito cascata

Quanto mais um produto viaja, mais caro é seu transporte. Em média, 5% do preço das mercadorias no Brasil correspondem ao custo de frete, o caminho das fábricas às gôndolas e às araras.

Com o diesel que alimenta os caminhões mais caro, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC) estima que o preço do frete suba 4% nos próximos meses.

Esse percentual tende a ser maior, por exemplo, em regiões como Norte e Nordeste, destino de parte do que a indústria do Sudeste e Sul produz.

Transporte público

O aumento do diesel também coloca maior pressão sobre os reajustes de transporte público, à medida em que eleva o custo das empresas de ônibus.

Contas do governo

O incremento das alíquotas de PIS e Cofins sobre a gasolina, o diesel e o etanol deverá render aos cofres do governo R$ 10,4 bilhões até o fim deste ano, de acordo com as estimativas do Ministério da Fazenda.

Os recursos vão ser usados para cumprir a meta de resultado primário do governo – uma economia para pagar os juros da dívida -, que é de prejuízo de R$ 139 bilhões. Este será o terceiro ano em que as contas do governo vão fechar no vermelho, com consequente aumento do endividamento público.

Se o aumento for totalmente repassado para a gasolina, a alta nas bombas dos postos será de 11,8%, levando o preço do litro da média atual de R$ 3,49 para R$ 3,90. Para o litro do diesel, o incremento seria de 7,25%, de R$ 2,94 para R$ 3,16.

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